domingo, 27 de fevereiro de 2011

A universidade e o mercado de trabalho

 

Muitos dos meus alunos são universitários do curso de computação e conhecem muito sobre computadores e sobre seu funcionamento. Porém, grande parte do conhecimento que eles detêm originou-se da universidade (generalista e não específica).

Então eles buscam no SENAC a prática de mercado, que é aquilo que a universidade não oferece pra eles, é específica. Note que SENAC e universidade não são concorrentes, mas sim complementares. Acontece também de alguns alunos do curso que ministro sairem dele e ingressarem em computação nessa universidade, pois não é um conhecimento gerado pelo SENAC, não pelo SENAC de Itajaí-SC, então eles o encontram na universidade local.

Além disso, falar de problemas de computador para um estudante de computação é complicado. Pois eles sabem que problemas pode um computador ter. O que acontece é que identificar problemas de computador não é tão fácil assim, como parece à primeira vista, mesmo para produtores de software. Mas o que faz esses alunos procurarem um curso específico se já sabem identificar erros em computadores e quem sabe efetuar o seu conserto?

Primeiro, não são todos que procuram um curso de manutenção de computadores. Os motivos são diversos: julgam saber o suficiente; preferem não gastar com mais cursos; não vêem vantagem em fazer um curso desse nível e etc. Mas os que fazem, percebem a diferença entre saber consertar um computador na prática e saber consertar um computador na teoria.

É uma diferença absurda. E um diferencial para o mercado sem tamanho. Entender as sutilizas de um computador com um profissional que está no mercado de manutenção de computadores há muito tempo é um grande diferencial, pois esse aluno não precisará redescobrir a pólvora sozinho e perder vários dias, meses ou anos tentando estabelecer um método para consertar computadores. Coisa que ele adquiriria em uma empresa de manutenção de computadores trabalhando nela durante 3 ou 4 anos. Ou fazendo um curso de 3 ou 4 meses, simplificando o tempo para aquisição desse conhecimento.

Claro que durante o curso de manutenção de computadores, existirá grande divergência entre o que ele aprenderá na prática e o que ele aprende na universidade (teoria), mas são conhececimentos complementares e não concorrentes. Um técnico em informática tem o único desejo de colocar o equipamento para funcionar enquanto um cientista da computação estará preocupado em fazer seu sistema ou aplicativo funcionar.

Assim, se você puder aliar teoria e prática na sua prática profissional, será um técnico muito mais preparado para resolver os problemas em computadores do que seu vizinho que aprende no google e no youtube. Para isso, sugiro que estude muito e que conheça outros profissionais de seu mesmo segmento e se compare à eles, perante as situações que ambos enfrentam no seu dia a dia. Será que você resolveria os problemas da mesma maneira que ele? Resolveria igual a ele? Ou simplesmete não resolveria?

Para finalizar, quero esclarecer que no SENAC, em todos os cursos que são ministrados, usamos o código CHAVE, para nortear as ações de qualquer aula, que são: Conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e experiências. Esse último é a diferença entre saber na teoria e saber na prática. Tentamos fazer das aulas um grande laboratório de experiências para que você não se assuste muito com o mundo do mercado de trabalho e aí é que entra a complementação com a universidade.

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