sábado, 29 de janeiro de 2011

Uma medida para a precisão

 

Algumas vezes temos que tomar decisões ou responder a perguntas sem termos necessariamente todas as respostas possíveis para sanar essas dificuldades. Então por instinto ou pela sábia natureza, respondemos não ou talvez. Dificilmente dizemos sim para algo que não conhecemos.

Quando dizemos sim, estamos nos comprometendo muito e isso pode ser muito perigoso. Portanto temos que ter meios de mensurar quanto de nossas decisões estão corretas. Parece um tanto robótico, não? Mas a minha experiência mostra que isso não só é possível quanto muito necessário.

Portanto para determinadas perguntas, o certo seria dizer: Olha vou pensar mais sobre esse assunto e depois dou uma resposta um pouco mais sensata e precisa. Claro que, olha só, os jovens fazem merda, pois não tomam decisões baseadas em análises mais criteriosas.

Eu por exemplo, estou com 33 anos e ainda faço muita merda. Mas, por outro lado, a juventude tem arrojo e muita coragem, portanto muitas das coisas que fazemos quando somos jovens dão certo, devido a imensa energia que dispomos para superar as dificuldades.

Com o tempo, ficamos mais velhos e aquela energia extra de que dispomos se vai. Então para equilibrar as coisas usamos o bom senso, a boa técnica e a análise mais apurada das situações em que nos envolvemos.

Exemplo: Recentemente tive que dizer a meu chefe que as placas mãe com soquete AM2+ suportam apenas memórias DDR2. Falei isso com ênfase de quem sabe do que está falando? Claro que não, calculei o erro que poderia ter cometido e meti essa afirmação. por incrível que pareça eu estava certo, mas como saber disso?

Se você acessar http://products.amd.com/pages/motherboardresult.aspx?f1=&f2=&f3=&f4=&f5=&f6=&f7=&f8=&f9=&f10=AM2%2b&AspxAutoDetectCookieSupport=1, terá uma lista de placas mãe com diferentes tipos de chipset compatíveis com o soquete AM2+, como mostrado pela figura 1.

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fig. 1

Agora se você observar teremos um total de 65 placas mãe analisadas. Em ciência social, 40 amostras de um experimento é realmente muito bom. Temos um erro de menos de 16% para 40 amostras. Isso quer dizer que você tem uma precisão de quase 85%. Realmente um nível de precisão excelente!

Como calcular o erro para uma amostra de 65 sujeitos (placas mãe)? A mas isso é um experimento de computação (tecnologia), e não de ciência social, seu grande esperto (você diz). Não, eu que estou dizendo, além disso  a medicina, a farmacologia, a biologia, a política, e etc. Enfim todas as ciências (com exceção talvez da matemática), usam a estatística para predizer, mensurar e fazer afirmações mais ou menos precisas sobre os fenômenos da natureza.

Por esse motivo, as teorias mudam tanto nas outras ciências, veja que não acontece isso na matemática. mas tudo isso são outras discussões que podemos fazer em uma outra hora, em uma outra ocasião. Além disso já fiz Estatística na faculdade e passei com 9,0. Então eu sei do que estou falando.

Pois bem, deixa eu continuar? Se você tiver algo a contradizer pode postar aí, está bem? Afinal, não sou o dono da verdade, apenas tento compartilhar as minhas reflexões sobre a vida o universo e tudo o mais, está certo?

Voltemos ao problema inicial. Como calcular o erro para uma amostra de 65 sujeitos? Segundo o livro do Barbeta, (PEDRO A. BARBETTA – Estatística Aplicada às Ciências Sociais 6ed. Editora da UFSC, 2006.). Podemos usar a seguinte fórmula:

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Onde:

n0: número de elementos da amostra.

E0: Erro padrão relativo ao número da amostra.

 

Então, se n=65. Temos que E=(1/65)^(1/2). Que dá E=0,1240, isot é, 12,40%. Uma precisão de quase 90%.

Explicando melhor: 1/65, com o resultado calcule a sua raiz quadrada. E depois multiplique o resultado por 100.

Finalmente eu tinha 90% de certeza de que estava certo no que havia afirmado. Tenho muitos outros exemplos (amostras), que mostram a validade desses meus argumentos. Espero que vocês tenham gostado do que eu escrevi e tentem aplicar nas suas vidas. Pode ser útil, como mais uma ferramenta de análise.

Desvantagens desse meu raciocínio

Imagine a seguinte situação: você desce na Hercílio Luz em Itajaí-SC. Uma rua que está no centro da cidade. Digamos que você não conheça Itajaí-SC, e você observa que só tem pessoas de traços orientais (japas). Você então conclui que Itajaí-SC é uma cidade de japoneses, certo? Errado! Por que Itajaí-SC não tem muitos japoneses. Mas você pegou uma amostra, infelizmente, errada. Todos os elementos de sua amostra são equivalentes. Quer dizer: você não soube escolher suas amostras. Isso é muito comum. Por isso, que escolher amostras é uma arte, além de ciência. Para explicar essa situação é simples. Suponha que um navio transatântico oriental tivesse desembarcado na cidade naquele instante em que você coletou suas amostras, e você não sabia. Lembre-se: a precisão depende de suas amostras. É bom saber escolhe-las.

 

Conclusões Gerais

Se você achou tudo isso que eu escrevi uma viagem. É bom saber que conheço pessoas que fazem médias e cálculos estatísticos, não com números mas com pessoas. Seria bom se eu aprendesse a fazer esses tipos de cálculos também, mas estou aprendendo.

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